Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites será usado para monitoramento de desastres Segunda, 22 de outubro de 2018.

22102018 chuvas EBCOs prejuízos causados por desastres naturais ganharam bastante destaque, nos últimos dias, com a publicação de estudo da Confederação Nacional de Munícipios (CNM), mostrando assustadores valores de perdas – superior a R$ 244,9 bilhões. Segundo informações divulgadas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites (AOCS) será utilizado para monitoramento de risco de desastres e para melhorar a emissão de alertas.

Conhecido pela sigla de Attitude and Orbit Control System (AOCS), em inglês, o sistema foi desenvolvido no Brasil para monitoramento e emissão de alertas de risco de desastres geo-hidrológicos, utilizando sistemas e sensores de satélites de observação da Terra. Inédito, o AOCS é responsável pelas funções de navegação, apontamento e controle do satélite, permitindo apontar com precisão sua câmera para o local que se deseja coletar imagens, ou, ainda, acionar o seu sistema de propulsão para realizar uma correção desejada de órbita.

A utilização do sistema será viabilizada pelo Protocolo de Intenções entre o Cemaden e a Visiona Tecnologia Espacial, assinado há quatro meses. De acordo com a Visiona, a próxima etapa será validar esses sistemas em um satélite operacional, previsto para o início de 2020, com o lançamento do nanossatélite VCUB1. O satélite estará equipado com uma câmera de alta resolução espacial capaz de coletar imagens com qualidades radiométrica e geométrica superiores às encontradas no mercado, fatores fundamentais para aplicações agrícolas e de proteção do meio ambiente.

Os dados da rede observacional são utilizados no monitoramento e na emissão de alertas de risco de desastres, como deslizamentos, inundações e enxurradas. De acordo com o estudo da CNM, todos os anos, o governo federal reconhece uma média de 2 mil decretos de Situação de emergência (SE) e/ou de Estado de Calamidade Pública (ECP). Nos últimos 15 anos (2003-2018), foram 32.121 desastres reconhecidos; prejuízos acumulados de R$ 244,9 bilhões, só de 2012 ao primeiro de 2017; e 53,6 milhões de pessoas afetadas, o que representa 25% da população brasileira.

Da Agência CNM de Notícias, com informações da Cemaden 

Voltar